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Luso – Fugir e suspirar por mais

por Fugir, em 17.02.16

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Desta vez decidimos FUGIR do óbvio. A zona da mealhada não é só Leitão. Tem também uma pequena vila que é famosa pelas suas águas. Parece uma vila parada no tempo que conserva a a magia de outros tempos. Desde as casas com fachadas originais de outras épocas, aos grandes palacetes que nos aparecem a cada curva. Tantos motivos para fugir… Ela conhecia mas deixou-se levar. Havia tanto para ver. Aqui, podíamos sentir-nos livres. Fugir do óbvio, fugir de quem nos quer agarrar ou até da monotonia do tempo que nos escapa. É certo que fugimos mas este local tem tanto para nos agarrar. Puras águas onde se pode beber ou banhar. Dizem que faz bem. A nós fez-nos muito bem. Precisávamos…

Este local é bonito, muito bonito aliás. Pode-se até dizer que está perto da perfeição. Acredite-se ou não, está muito perto de 2 grandes cidades. Coimbra e Aveiro, no entanto não foram estragadas por estas pequenas metrópoles. A beleza da vila só se pode comparar à beleza da mata do Bussaco. Natureza tão bem cuidada. Espécies difíceis de encontrar em outros lugares. Tudo a circundar o bonito palácio do Bussaco. Um dos mais bonitos, com seus trilhos e jardins com centenas de flores e pássaros. Nós caminhamos e exploramos. Respiramos o que a Natureza tinha para nos oferecer e fixamos o que a linda paisagem tinha para nos oferecer. Já estava escuro e era tempo de fugirmos dali. Era tempo de encontrar um local calmo e dedicarmo-nos a nós.

Fomos para pequenas cabanas no camping do Luso. Para fugir não é preciso gastar muito. Basta querer e dar asas à imaginação. A aventura ficou bem em conta. Chegando ao camping, acreditem ou não, enche-nos o olhar e o coração olhando para as cabanas de madeira. Formato triangular com pequenas janelas como se estivéssemos em plenos Alpes. A verdade é que não mas o sentimento bom estava ali. Entramos e os nossos olhos não ficaram desiludidos. Havia camas para que chegassem para vários casais e uma pequena cozinha para que pudéssemos cozinhar e comer. No andar de cima esperavam 2 camas. Estas águas furtadas, apesar de simples eram demasiado bonitas. Eram decoradas apenas com as 2 janelas com pequenas portadas de madeira. Parecia que estávamos num filme. Já tínhamos comprado alguns mantimentos para estarmos preparados caso precisássemos de fugir. Cozinhamos com calma e comemos com ainda mais calma. O local era tao privado e tão calmo que parecia que estávamos sozinhos no mundo. Melhor noite não podia ser.

Acordamos e lentamente abrem as portadas. Estava a chover. Eram aguaceiros pouco intensos, daí não nos apercebermos. A imagem era linda, tudo coberto por água e nós ali bem quentes naquela cama. Fizemos torradas e aproveitamos a boa cama até ao almoço. Precisávamos de um café que nos levantasse. Depois de sairmos das cabanas tomamos o nosso café numa pastelaria bem no centro. Desta vez não resistimos ao óbvio. Não escapou o famoso pão da bairrada e o mega suspiro de açúcar. Foi de fugir e suspirar por mais.

Ver mais em www.fugir.pt

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1 comentário

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De Inês a 17.02.2016 às 20:57

É muito bonito!

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